A tão aguardada Reforma Tributária finalmente foi promulgada, trazendo mudanças significativas no sistema tributário brasileiro. Se você está se perguntando o que isso significa para o seu bolso e para o crescimento econômico do país, este artigo é para você. Vamos explorar detalhadamente os aspectos cruciais da reforma e responder às perguntas mais frequentes sobre o assunto.
Unificação de Tributos: O que está mudando?
A reforma tributária visa simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo. A partir de 2033, cinco tributos – ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins – serão unificados em uma única cobrança, dividida entre os níveis federal (CBS: Contribuição sobre Bens e Serviços) e estadual/municipal (IBS: Imposto sobre Bens e Serviços).
A trajetória da mudança: Como a reforma se desdobrará?
A implementação completa da CBS está prevista para 2027, com um período de teste em 2026. O IBS, por sua vez, será definitivamente implementado em 2033, após conviver por seis anos com o ICMS e ISS, que serão substituídos progressivamente.
Novos impostos: O que esperar
A CBS e o IBS, ambos tipos de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), eliminarão o “efeito cascata”. A estimativa é de uma alíquota final em torno de 27,5%. Além disso, um novo Imposto Seletivo, incidindo sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, será criado a partir de 2027.
Exceções e benefícios: Quem será afetado
Produtos como a Cesta Básica Nacional de Alimentos e serviços essenciais, como os de saúde, serão isentos da CBS e IBS. Além disso, haverá tratamento favorável para alimentos, produtos de higiene, insumos agropecuários, entre outros, com redução de 60% nos novos tributos.
Transição e compensação: Como serão gerenciados os impactos?
Para evitar instabilidades na arrecadação dos estados, a reforma estabelece uma transição na partilha dos valores arrecadados, que durará 50 anos, entre 2027 e 2077. Além disso, um Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais será criado para compensar pessoas jurídicas e físicas pela redução de benefícios concedidos pelos estados.
Fundos de desenvolvimento: Equilibrando as discrepâncias
Para evitar a guerra fiscal, a tributação da CBS e IBS será apenas no local de consumo. A criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) busca reduzir discrepâncias econômicas e sociais entre os estados, com a União aportando gradualmente recursos.
Conclusão
A reforma tributária é uma transformação profunda no sistema tributário brasileiro, impactando todos os contribuintes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, e é imperativo que os contribuintes se preparem para as mudanças que serão implementadas gradualmente nos próximos anos.
Nesse contexto, é essencial contar com o apoio de uma contabilidade especializada, capaz de orientar e assessorar os contribuintes em todas as fases do processo de adaptação à reforma tributária. A Cassio Contabilidade destaca-se como a escolha certa para essa jornada!
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REFORMA TRIBUTÁRIA: Tudo o que você precisa saber

